sexta-feira

Congresso Brasileiro de EMDR

Olá,

No último fim de semana tive o privilégio de participar do III Congresso Brasileiro de EMDR. No primeiro dia do Congresso, dia 30 de outubro de 2015, realizei uma conferência em que apresentei um estudo de caso sobre o uso da terapia com EMDR no tratamento de criança vítima de maus tratos.
A conferência foi ótima!

Amo o que faço, e poder compartilhar experiências clínicas de sucesso, é extremamente prazeroso.
Parabéns à Associação Brasileira de EMDR!

Abraços a todos!

Nair de Oliveira Pontes




















quinta-feira

Bullying

O bullying é um problema que vem longa data... Independente da idade, quem não se lembra de ter presenciado na infância coleguinhas se juntando para “zoar” ou outro coleguinha! Quem sabe, até não participamos dessa “brincadeira” sem saber que estávamos causando um grande prejuízo emocional ao outro.

Muitas crianças e até adultos não conseguem dimensionar a estreita linha entre a brincadeira e o bullying. Isso porque, muitas vezes esse limite só é sentido por quem sofre a “brincadeira” ou o bullying.

É preciso entender que as pessoas lidam de forma diferente diante das situações e o que parece inofensivo para uns traz grandes prejuízos emocionais para outros. No caso das crianças podem causar traumas que refletirão na fase adulta.

Trouxe para vocês algumas campanhas contra o bullying. Vamos ficar ligados!






Filhos adotivos de pais verdadeiros - Nair Pontes (vídeos)




Estive no Congresso de EMDR em Costa Rica com Francine Shapiro

O EMDR é surpreendente. Não há como parar de se aperfeiçoar nessa técnica encantadora e que tem contribuído com tantas pessoas.

A escolha de realizar o III Congresso Iberoamericano de Terapia EMDR na Costa Rica foi maravilhoso. A natureza, cultura e modernidade exuberantes! Recomendo a todos conhecer.
Abraços para todas as pessoas que tive a satisfação de conhecer e de compartilhar conhecimentos.
Nair Pontes





quarta-feira

Nair Pontes na TV - Primeira infância - Papo de Mãe

Papo de mãe


Olá,

Fui convidada para participar do programa Papo de Mãe da TV Brasil, representado o Instituto Zero a Seis.

O programa é inovador e pioneiro no que se refere à trazer informações sobre a relação entre pais e filhos.

A dinâmica de interação entre as apresentadoras, o público entrevistado nas ruas, as mães e profissionais especializados, enriquece os debates e entrega ao telespectador um programa de excelente qualidade.

O programa vai ao ar aos domingos às 15h30, com reapresentação aos sábados às 11h. O site do programa é http://www.papodemae.com.br/, nele é possível assistir, on-line, aos programas que já foram ao ar.

Bom programa para todas as mães.

Abraços,

Nair Pontes


terça-feira

O que é EMDR?

EMDR é a sigla para Eye Movement Desensitization and Reprocessing, em português significa dessensibilização e reprocessamento através de movimentos oculares.

O EMDR é um tratamento baseado em evidências e que pode ser aplicado em pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), além de outros problemas psicológicos.

Foi desenvolvido por Francine Shapiro, psicóloga norte-americana, na década de 1980. No Brasil teve início em 2004.

Aula sobre "Abuso sexual infantil intrafamiliar" na ABMP-SP

Excelente aula na reunião científica mensal da ABMP-SP, com a Dra. Nair de Oliveira Pontes, sobre "Abuso sexual infantil intrafamiliar" (Associação Brasileira de Medicina Psicossomática - Regional São Paulo)




segunda-feira

EMDR: aplicações

Apesar de ser psicoterapia poderosa e complexa, a técnica de EMDR ainda é subutilizada no tratamento de problemas de saúde mental.

O EMDR tem sido utilizado para tratar:
  • Fobias (McNeal, 2001).
  • Fobia dental (De Jongh, 2002; Broeke, 2002).
  • Imagem corporal negativa decorrente de transtorno alimentar (Bloomgarden e Calogero RM, 2008).
  • Violência sexual (Posmontier et al., 2010; Edmond e Rubin, 2004; Rothbaum, 1997).
  • Dor crônica (Grant e Threlfo, 2002; Grant, 2000).
  • Vaginismo (Ozdel et al., 2012, Pasik et al., 2011; Hope et al., 2010; Torun, 2010; Lahaie et al., 2010; Kuile et al., 2007; Praharaj et al., 2006; Seo, et al., 2005; Seo et al. 2005; Biswas et al., 1995).
  • Epilepsia e deficiência mental leve em adolescente (Rodenburg et al., 2009).
  • Trauma e ansiedade (Shapiro, 1999; Jongh et al., 1997).
  • Epilepsia (Schneider et al., 2005).
  • Traumas de sobreviventes de desastre natural (Grainger et al., 1997).
  • Qualidade do sono, qualidade de vida e percepção do estresse (Raboni et al., 2006).
  • Abuso de substâncias (Shapiro et al., 1994).
  • Dor crônica no membro fantasma (Schneider et al., 2008).
  • Fluoxetina (van der Kolk et al., 2007).
  • Tratamento de estresse pós-traumático pós-parto (Stramrood et al., 2012; Sandström, 2008).
  • Adicção em mulheres (Marich, 2010).
  • Transtorno de estresse pós-traumático (Macklin et al., 2000, Lamprecht et al., 2004; Lee et al., 2002).
  • Tratamento para casais (Protinsky et al., 2001).
  • Tratamento de estresse agudo e pós-traumático para adultos (Ponniah et al., 2009).
  • Redução do estresse após trauma (Blore, 1996).
  • Eliminação de memórias traumáticas (Oswalt et al., 1993).
  • Tratamento de fobia e pânico (Muris et al., 1999; Feske e Goldstein, 1997).
  • Problemas gastrointestinais (Kneff et al., 2004).
  • Redução de reação de estresse em pediatria e reabilitação (Beer et al., 2010).
  • Múltiplos traumas em mulheres chinesas (Poon et al., 2012).
  • Cessação de automutilação deliberada (Mc Laughlin et al., 2008).

Eficácia do EMDR em crianças:

  • Transtornos alimentares (Hudson et al., 1998).
  • Tratamento de crianças refugiadas (Oras et al., 2004).
  • Transtorno de estresse pós-traumático (Ahmad et al., 2008).
  • Depressão em adolescentes (Bae et al., 2008).
  • Crianças com fobia de aranha (Muris et al., 1997).
  • Fobias (Muris et al., 1998).

terça-feira

Filhos adotivos de pais verdadeiros

Nair de Oliveira Pontes 
Revista Viver, janeiro de 2001

É possível observar na dinâmica de alguns casais com filhos adotivos, alguns comportamentos recorrentes que se referem aos sistemas emocionais das famílias de ambos os cônjuges e que funcionam como modelos na criação dos filhos adotivos, embora muitos deles rejeitem a maneira como foram criados pelos próprios pais, repetem esses padrões.
Portanto, uma das expectativas dos casais que querem adotar uma criança pode ser frustrada, pois alguns deles poderiam ter os próprios filhos, mas acreditam que a adoção seja uma forma de romper  com padrões das famílias de origem.
Ao longo do ciclo vital, os jovens pais tendem a reproduzir com seus filhos modelos de comportamento dos próprios genitores, podendo trazer antigos conflitos para as relações presentes.
Num artigo publicado na revista Science, de 5/11/1999, sobre um estudo feito por pesquisadores canadenses da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, a respeito do relacionamento entre pais e filhos, afirma-se que “o amor da mãe não é algo que já se nasça sabendo; é algo que se aprende pelo exemplo e que passa de geração em geração não porque está escrito no material genético dos seres vivos mas sim pela experiência”.
O estudo dos pesquisadores canadenses salienta, portanto, que o que mais influencia o comportamento do ser humano não são as características genéticas herdadas, pois os genes nada têm a ver com tal situação mas sim a relação do indivíduo com o ambiente e com a cultura. O núcleo da aprendizagem, do condicionamento, da experiência emocional, da vivência dos desejos e das expectativas diante da realidade, e todos esses contextos, tanto social, emocional quanto econômico, influenciam a qualidade do relacionamento entre pais e filhos, e podem continuar por gerações, mesmo com os filhos adotivos.
A pesquisa feita pelos canadenses corrobora os estudos de Elisabeth Banditer, nos quais ela afirma: “O amor materno não constitui um sentimento inerente à condição de mulher, ele não é um determinismo, mas algo que se  adquire”.  Para a autora, os sentimentos humanos da mãe variam de acordo com suas ambições ou frustrações, com a cultura e as flutuações socioeconômicas da história. O amor materno pode existir ou não, aparecer e desaparecer, ser forte ou frágil, ter preferência por determinado filho ou não. Ele “é apenas um sentimento humano como outro qualquer e, como tal, incerto, frágil e imperfeito”, acrescenta Banditer.
O mundo da paternidade está cheio de fantasias. Cada casal cria mitos, como por exemplo, serem pais perfeitos e ter uma família feliz. E essa mitologia intensifica-se ao entrar em contato com um sistema de percepções muitas vezes sufocado pela ansiedade, por sentimentos de culpa e pela rejeição (rejeição de si mesmo como filhos e o desejo de ter tido outros pais, outra família). Ou seja: as percepções criam a fantasia de pais ideais, determinante que se manifesta num modelo de amor irrestrito, inacabado, infinito. São os pais por excelência, os pais que tudo sabem, donos da verdade, do afeto dos filhos e do futuro deles. São os pais que dizem: “Eu sei o que é melhor para você”.
Hoje há uma excessiva preocupação com o relacionamento e com o que se deve fazer para garantir o bom desenvolvimento emocional nas relações entre pais e filhos. Muitas vezes, essa atitude embota a espontaneidade, a intuição, a criatividade e o bom senso dos envolvidos no sistema relacional.
Acreditamos que ser desejado é o primeiro anseio a ser realizado no universo afetivo do ser humano. Toda criança quer ser desejada. Afinal, quem não quer ser amado?  É de se esperar que a criança necessite de demonstração de amor. Logo, pressupõe-se o desejo de ser acariciada e tocada com amor, e provavelmente, ela não quer ser cuidada de forma mecânica e automatizada. Contudo, por não ter o domínio da linguagem, não consegue expressar em palavras essa insatisfação. Estamos falando de um período emocional, um período de impressões marcantes, aquele que Freud chama de período de molde, que se dá na primeira infância. Ou seja, tudo o que a criança vivencia nos primeiros anos de vida será tão marcante que poderá influenciá-la por toda a existência, pois já estará inerente no modelo recebido. Esse cenário da infância nos deixa numerosas lições afetivas e precisamos contar com elas, sejam positivas ou negativas.
Cabe dizer também, que o fato de ser filho, independentemente de ser ou não biológico, não garante necessariamente que a criança seja bem-vinda, pois tudo dependerá de como se constrói essa relação e do que a criança despertará nos pais. É preciso saber de que maneira esses pais e mães aprenderam a amar no contato com os próprios pais. Elizabeth Banditer comenta que o discurso psicanalítico contribui muito para tornar a mãe o  personagem central da família, embora a psicanálise jamais tenha afirmado ser a mãe a única responsável pelo inconsciente do filho. A autora explica: “Para que uma mulher possa ser a “boa mãe”, é preferível que ela tenha experimentado, em sua infância, uma evolução sexual e psicológica satisfatória, junto de uma mãe também relativamente equilibrada. Mas, se uma mulher foi educada por uma mãe perturbada, há grande probabilidade de que sinta dificuldade em assumir a sua feminilidade e maternidade. Quando for mãe, reproduzirá, diz-se, as atitudes inadequadas que foram as da sua própria mãe.”
Como os nossos pais – Nossa sociedade valoriza autonomia, individualidade e independência. Mas por que algumas pessoas conseguem desenvolver essas características e outras não? Muitos dos nossos comportamentos resultam do que aprendemos por meio de modelos. O primeiro é a mãe, ou a figura substituta; depois vem a família, e por fim a sociedade. O modelo da primeira infância, considerado fundamental e marcante, pode ser reproduzido de modo positivo ou negativo. Quando positivo, poderá auxiliar o indivíduo a obter autonomia, individualidade, identidade e independência. Mas, quando negativo, a pessoa terá dificuldades de adaptar-se à sociedade. Isso não significa, no entanto, que seja impossível ultrapassar os obstáculos. Nesse caso, é necessário que ela se conscientize das próprias atitudes e perceba os comportamentos repetitivos inadequados, que prejudicam seus relacionamentos.
No momento em que o casal percebe suas dificuldades em se organizar diante da educação recebida de seus ancestrais, aparecem os conflitos provenientes das percepções de cada um deles. Uma das tarefas do terapeuta é perceber e compreender como os pais podem se tornar verdadeiros, e buscar um modelo adequado às suas necessidades, isto é, sem dar continuidade ao modelo rígido recebido dos próprios pais, muitas vezes. Só assim os filhos, mesmo adotivos, poderão sentir-se verdadeiros e autênticos com os pais.
O trabalho do terapeuta com os casais é mostrar quais são os padrões recorrentes, por meio das lembranças e memórias vivenciais (dos momentos ao longo da vida) e emocionais acionadas durante o processo terapêutico. E assim, trabalhar a história pessoal de cada um, levando-os a perceber seus papéis e funções nesse contexto, como forma de diferenciarem-se, não só entre si mas também diferenciar o ego deles e de seus pais.
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[1] Nair de Oliveira Pontes é psicóloga clínica e psicoterapeuta de família e de grupos.

Ajuda Humanitária (Atendimento gratuito às crianças que sofreram abuso sexual)

Os casos de abuso sexual infantil são mais frequentes do que imaginamos. Para contribuir com o desenvolvimento sadio de crianças vítimas de abuso desenvolvo trabalho gratuito de atendimento psicológico dessas crianças.

Até o dia 31 de agosto de 2015 estão abertas as inscrições para ATENDIMENTO GRATUITO às crianças de 7 a 11 anos que sofreram abuso sexual.

Informações: http://ajudahumanitariadecriancas.blogspot.com.br/




Clínica de psicologia Nair Pontes